lunes, 7 de agosto de 2017

INDIA: Poema ¿Donde esta la casa de mi amigo?dedicado al profesor Saibaba


A Powerful Poem on Prof G N Saibaba
Friends, A couple of days ago, Virasam's website carried this powerful poem on G N Saibaba written by Arasavilli Krishna. Please see an English translation:

Where is my friend’s house?
Arasavilli Krishna
I asked
The sprout bursting out of dilapidated walls
I asked
The flowers of grass going to sleep in the courtyard
I looked searchingly into
The awaiting eyes of the just-born calf
Where is my friend’s house?
Strolling on the path
I collected some red flowers in my pocket
I sought
The fingers of my friend
Amidst the chinks in the misty droplets
Falling out of the bars of the window
My friend’s love letter
Remained in my hands
The letter that was addressed to
Birds and pigeons
Sneaked into my books
In the hurry of closing school
Please tell me how to reach my friend’s house
How much I explored
In the poor huts of Amalapuram
In the midst of the stink of dry fish
I wanted to hand over
The love letter in my hands
With utmost tenderness
I waited in the dark at the ruined walls
Like a wounded old dog
To see the wet face of my friend
That looked like foam on the milk
With the sound of closing eyes of fish
I caressed the fallen bricks of my friend’s house
I asked politely
The brown coloured smiling lizard
And the falling pieces of the layers of lime
Please tell me whereabouts of my friend
I asked the tricycle
That carried my friend’s body and dreams
Where is my friend?
I pulled out the love letter from my pocket
And kept it at the entrance
My conversation with the walls was ended
When I moved on my way
A jail bird perched on my arm said:
Your friend is alive
He is greeting people
From the midst of walls built by state
People will remember your friend
In the spaces between specks of food on their plates

Published on Virasam website
http://virasam.org/article.php?page=544
(Translation from Telugu by N Venugopal)

miércoles, 26 de julio de 2017

Galiza: Reparto de panfletos sobre a grave situación do profesor GN Saibaba


O 25 de xullo dia Nacional de Galiza, varios activistas solidarios coa grave situación do profesor GN Saibaba, repartiron panfletos informativos sobre a gravisima situación do profesor e dos e das presas politicas na India, nas manifestacións que se celebraron en Santiago de Compostela onde se reclamaba o dereito de autodeterminación e a independencia de Galiza. 

On July 25, the National day of Galiza, several solidarity activists with the serious situation of Professor GN Saibaba, distributed informative leaflets on the serious situation of the professor and those of the political prisoners in India, in the demonstrations that were celebrated in Santiago de Compostela where they claimed the right of self-determination and the independence of Galiza.

jueves, 6 de julio de 2017

CONTRA O G20 EN HAMBURGO! CONTRA O XENOCIDA MODI!

 



Against G20 Hamburg! Against genocidal Modi! - International Commitee Support People's War India

Against G20 Hamburg!
Against genocidal Modi!

On 7th and 8th of July the biggest genocidal in the world will meet in Hamburg at the G20 Summit. Among them, the slaughterer of Indian people Narendra Modi.
Modi is notorious for his brutal actions against Indian revolutionaries, national minorities and oppressed nations. He is also the main responsible for the massacre of Muslims in Gujarat.
Modi and his puppeteers from imperialist countries organize the brutal exploitation of people and resources of India and transform the country into an open-air prison of people to the benefit of the corporations linked to the imperialist countries.
The counter-revolutionary offensive “Operation Green Hunt”, a war on people aimed against the People’s War in India led by the Communist Party of India (Maoist) was upscaled by Modi.
The use of airstrike on the areas of the national minorities of Adivasis, in the regions where the People’s War is developed, and the deployment of more counter-revolutionary troops are supposed to drown the revolutionary war in blood. But the blood spilled feeds the revolution and the People’s War develops more, despite all difficulties.
Now the fascist Modi comes to the belly of imperialist beast in order to get instructions and advice on how to suppress and brake the revolutionary movement in India and the Indian People in general.
It is our duty here to show that even in the safe haven of imperialism a slaughterer of his own people as Modi is not welcome and will be badgered. We stand on the side of Indian people and the CPI (Maoist) that leads the People’s War to crush imperialism and its lackeys and to build the New-Democratic People’s Republic.

Down with the genocidal Modi!
Down with the Operation Green Hunt!
Freedom for Saibaba, Ajith, Kobad Gandhi and all political prisoners in India!
Long live the 50th anniversary of Naxalbari uprising!
Support the People’s War in India!

International Commitee Support People's War India
ICSPWI
csgpindia@gmail.com

6 july 2017

ÍNDIA/CEBRASPO: MILITANTE É SEQUESTRADA PELO ESTADO INDIANO E CORRE RISCO DE VIDA

Traduzimos uma nota, do blog Dazibao Rojo, que denuncia a prisão de uma militante indiana. O CEBRASPO vem denunciando em suas notas o fato dos agentes do estado indiano executarem militantes sem que esses tenham direito a defesa e sejam julgados diante o Tribunal de Justiça do país. Comumente os assassinados são justificados como sendo frutos de confrontos, caracterizados pelas entidades democráticas do país como “falsos encontros”. O Centro Brasileiro de Solidariedade denuncia esse ocorrido e exige do Estado indiano que apresente com vida a militante Kakarala Padma!
Segue tradução:
“ÍNDIA: Sequestram a camarada Kakarala Padma. Sua vida corre perigo!
   

Nova Delhi, 04.07.17

Segundo fontes da imprensa indiana, a camarada Kakarala Padma, que se encontrava na clandestinidade desde 2012, foi detida por agentes repressivos da Oficina Estatal de Inteligencia de Andhra Pradesh (SIB) próximo a Sennimalai no distrito de Erode.
Seu marido que também é um preso político, o camarada Vivek, qualificou como ilegal sua prisão e manifestou seu temor de que ela seja submetida a tortura e inclusive de que seja assassinada em um falso confronto. Exigiu que ela seja apresentada ao  tribunal ainda que as fontes repressivas tenham se negado a confirmar sua detenção. 
Ainda nessa linha o escritor e poeta revolucionario, Varavara Rao, presidente da Frente Revolucionaria Democrática, denunciou que a camarada Padma foi arrastada por um agente SIB Andhra e os “Greyhounds”  em Erode enquanto regressava de Ernakulam no Chennai Express. "Há uma ameaça para sua vida. Deve ser apresentada diante de um tribunal de justiça imediatamente ", afirmou Rao. “

martes, 20 de junio de 2017

Brasil: CEBRASPO: ABAIXO A OPERAÇÂO CAÇADA VERDE NA ÍNDIA!

 

 

 

ABAIXO A OPERAÇÃO CAÇADA VERDE NA ÍNDIA!

Reproduzimos matéria de denúncia sobre a criminosa Operação Caçada Verde do Estado indiano:
O Estado Indiano declarou guerra ao povo, e pôs em movimento 150 mil tropas nos Estados das regiões central e leste do país, para ameaçar, prender e assassinar pessoas, e expulsar povos tribais e camponeses de suas terras milenares. Trata-se da Operação “Caçada Verde”, em pleno curso nos dias atuais, levada a cabo a pretexto de combater os Naxalitas, nome dado aos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).
O real contexto
O Estado Indiano, umbilicalmente associado ao imperialismo, tem ao longo dos anos atacado povos tribais (chamados de Adivasis) para expulsar-lhes das suas terras milenares. Tratam-se de terras riquíssimas em recursos minerais e naturais, e há interesse direto de grandes corporações (como Tata, Essar, Jindal e Mittal) nessas terras.
Nos dados do Censo de 2001, os Adivasis (ou povos tribais) correspondiam a mais de 84 milhões de pessoas em todo o país, preservando uma cultura milenar e modos de produção e de propriedade coletiva, bem como uma estrutura de poder própria. Esses povos têm dado uma importante contribuição à filosofia, linguagem, costumes no país, e também às lutas de resistência desde a colonização britânica no século XVII.
De acordo com a legislação indiana, as terras dos povos tribais são protegidas sob o nome de Áreas Catalogadas (Scheduled Areas), devendo nelas ser assegurado o controle e administração pelos próprios povos tribais. Os órgãos que exercem soberania popular são chamados de Gram Sabha, que são competentes para resolver os problemas locais.
Os Naxalitas tem desenvolvido o apoio concreto aos povos tribais, apontando o caminho da resistência armada. O Estado indiano, a pretexto de combater os Naxalitas, faz a guerra contra o povo e realiza deslocamentos massivos de pessoas visando suas terras.
Em uma entrevista transmitida a uma rádio australiana em 12 de fevereiro de 2010, Linga, uma moradora local, denuncia:
“Os moradores do meu bairro se sentem inseguros. Nós estamos sendo explorados, a nossa terra está sendo roubada. E não é o governo que está nos ajudando, mas sim os maoístas. Nenhuma lei é respeitada. Mesmo aquelas conquistadas após a independência, há 60 anos, não têm aplicação. Nós ainda temos que lutar por nossos direitos.”[i]
As forças de repressão
Em junho de 2005 foi criada uma força paramilitar chamada Salwa Judum, que quer dizer, na linguagem Adivasi, "caçada de purificação". A campanha Salwa Judum é marcada por grandes “procissões” nas vilas Adivasis, que despejam os moradores e os levam para “campos de proteção”, verdadeiros campos de concentração sem condições de vida cultural e produção agrícola, para onde as pessoas são levadas e ali ficam sem nenhuma perspectiva de futuro. As invasões Salwa Judum às vilas separam as famílias e deixam crianças desamparadas. Quem não aceita ir para os campos, se esconde nas matas densas e ali passa a viver. As pessoas são ameaçadas para não retornem às vilas. Abandonadas, as vilas são saqueadas e incendiadas.
Em dezembro de 2007, uma equipe de advogados de vários países, incluindo o Brasil, organizados pela Associação Internacional dos Advogados do Povo (IAPL), visitou vários campos de concentração e vilas abandonadas, podendo constatar de perto a situação[ii].
O Estado indiano não assume o patrocínio da campanha Salwa Judum, mas justifica sua atuação no combate aos Naxalitas.
Além das Forças Armadas regulares, o Estado atua com a Força Policial da Reserva Central (CRPF, em inglês) e SPO’s, que em português significa "agentes de polícia especiais", recrutados pelo governo entre os moradores mais jovens e pessoas com experiência em liderança, com promessas de salários, para vigiar e intimidar os povos das vilas e dos campos de concentração, ora ostentando armas pesadas, ora disfarçados para coletar informações. Os principais quadros do Salwa Judum são compostos de SPO’s pagos e armados pelo Estado.
Governantes de Chattisgarh declaram abertamente que a sangrenta guerra travada pelo exército do Sri Lanka contra o povo tâmil é a inspiração da Operação “Caçada Verde”[iii]. Nos anos de 2008 e 2009, centenas de milhares de cidadãos da nacionalidade Tamil foram mortos.
Uma frente de organizações estudantis e camponesas do Estado de Tamil Nadu (sul da Índia), em uma conferência em 30 de janeiro de 2010, afirmou:
“É uma mentira deslavada de que a guerra está sendo travada apenas porque os maoístas estão empreendendo uma luta armada. As pessoas estão fervendo de raiva com os inúmeros assaltos de recolonização. O Estado entende esse fato e também sabe que só os naxalitas têm a capacidade e a coragem para acender a centelha entre as massas. Assim, ele tenta apagar essa faísca. Este é o objetivo da caça aos Naxalitas, a Operação Caçada Verde.”[iv]
Apoio internacional
Além de inúmeras organizações populares em vários segmentos, centenas de escritores, cineastas, acadêmicos, advogados, médicos e outros intelectuais têm se unido às manifestações de massa, comícios e fóruns na Índia. As principais consignas são: cessação imediata de todas as operações armadas contra o povo; suspensão imediata de aquisições de terras e expulsões; parar as matanças extrajudiciais; libertar todos os presos políticos.
Entre esses contundentes apoiadores, está a escritora e ativista anti-imperialista Arundhati Roy, conhecida no mundo todo por romances como O Deus das Pequenas Coisas. No último dia 2 de junho, em palestra proferida em Mumbai, Arundhati Roy denunciou que a perseguição do Estado está ocorrendo também nas cidades, e que os monopólios de comunicação estão instigando sua perseguição e prisão.
“Agora que a Operação Caçada Verde começou a bater às portas de pessoas como eu, imaginem o que está acontecendo com os trabalhadores e ativistas políticos que não são bem conhecidos. Com as centenas deles que estão sendo presos, torturados e eliminados.”[v]
Em fevereiro foi comunicado o lançamento da Campanha Internacional em Oposição à Guerra contra o Povo da Índia (ICAWPI — www.icawpi.org). Várias organizações em todo o mundo têm apoiado e dado repercussão à resistência do povo à Operação “Caçada Verde”.
No dia 19 de abril, dezenas de camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres – LCP promoveram, juntamente com várias organizações populares, um protesto em frente à embaixada da Índia em Brasília, exigindo o fim imediato da Operação “Caçada Verde”. Levantaram bandeiras vermelhas e faixas em português e inglês exaltando a heróica resistência do povo Adivasi e de todos os camponeses indianos. Uma delegação de integrantes do Cebraspo (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e da Abrapo (Associação Brasileira de Advogados do Povo) entregou um documento ao embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, que tentou intimidar o advogado da Abrapo (Associação Brasileira de Advogados do povo) dizendo que não se podia falar em matança de camponeses na Índia.
Em várias partes do mundo, organizações populares se inspiram resistência inquebrantável e crescente do povo indiano.
________________________
*Professor de Direito Internacional e Vice-presidente da Associação Internacional dos Advogados do Povo. Site: http://www.direitodospovos.wordpress.com

[i] Jornal A Nova Democracia, nº 63, março de 2010
[ii] O relatório final e vídeo da Missão foram disponibilizados no site http://www.iapl.net
[iv] Idem

martes, 13 de junio de 2017

India - 80 'prisioneiras políticas' en folga de fame por 'tortura' de maoístas encarceladas


Fonte: Avaninews
Around 80 political prisoners in four jails — three of which are in Kolkata — went on a 24-hour hunger strike Saturday morning to protest against the ʹtortureʹ inflicted on former Maoist Kalpana Maity, who is currently in Alipore Womenʹs Jail. The strike at Presidency Jail, Dum Dum Jail, Jalpaiguri Jail and Alipore Womenʹs Jail began at 6 am and end at the same time Sunday.
Ranjit Sur, a member of the Association for Protection of Democratic Rights, a city-based human rights organisation, said he was in touch with the prisoners and that the organisation had received a written complaint from Maity detailing the ʹtortureʹ.
(Source:Indianexpress)
ʹShe gave us the written complaint at her last court appearance, which was on the 6th of this month. She was to approach the court as well but couldnʹt place her complaint in front of them in the last hearing. According to her complaint, Kalpana has started suffering from many illnesses since she was shifted to Alipore jail. She suffers from high blood sugar, arthritis and a number of other illnesses.
She alleges that the jail warden has issued instructions to all other inmates in the prison that if she asks anyone for help, they are not to help her. The other inmates have been prohibited from talking to her, and she has been prohibited from talking to them. She has been instructed to clean her own cell and bathroom which the other inmates donʹt have to do. Other inmates are allowed on the prison grounds for walks or exercise. Kalpana has been denied this facility,ʹ said Sur.
He added that despite Maity being an political prisoner, recognised by the court as such, she was not given due facilities. ʹThere are certain things that a political prisoner is to receive by law, such as a table, chair, books, newspapers and writing material. The prison authorities have not given her these facilities. She has been isolated completely,ʹ he alleged.
According to Sur, Maity was arrested on December 4, 2010, with four other alleged Maoists, Sudip Chongdar, Barun Sur, Akhil Ghosh and Bimal Mallick, from Maidan in Kolkata. She was known to be close to Maoist Kishenji, often called his ʹshadowʹ. ʹThe political prisoners have decided that if this torture does not stop, then across all jails in West Bengal, they will go on an indefinite hunger strike,ʹʹ said Sur.
In 2012, soon after coming to power, Chief Minister Mamata Banerjee had permitted the release of 51 political prisoners who had received life terms and had already served over 15 years in jail. The recommendations were made by a ʹReview committee for the release of political prisonersʹ, headed by retired Justice Maloy Sengupta. However, while the Sengupta committee had recommended the release of all political prisoners, this was not done.


jueves, 1 de junio de 2017

Europa: Resposta de Federica Mogherini a carta enviada por Lidia Senra sobre a situación do Profesor GN Saibaba



O noso Comité tivo acceso a resposta da Comisaria de Relacións Internacionais da Unión Europea Federica Mogherini, a carta enviada pola europarlamentaria galega Lidia Senra e o europarlamentario alemán Fabio Di Masi. Nestas resposta manifesta a sua preocupación e seguimento da situación do Profesor GN Saibaba dende a sua primeira detención en 2014, e que xa foi tratado o caso na delagación da UE na India na Comisión de Dereitos Humanos, así mesmo que está pendente da resolución do recurso presentado polo abogado do Profesor, agardando que por razóns humanitarias sexa posto en liberdade.

Dende o Comité Galego creemos que non se pode agardar a un recurso xudicial mentres o Profesor segue na cadea, dado que cada dia que pasa agrabase a sua situación de saúde. Por iso reclamamos a liberación inmediata do Profesor GN Saibaba e dos seus compañeiros detidos e facemos un chamado internacional a intensificar a loita pola liberdade inmediata do Profesor GN Saibaba.
 
 
Our committee had access to answer the Commissioner of International Relations 
of the European Union Federica Mogherini, 
the letter sent by the Galizien MEP Lidia Senra and the German MEP Fabio Di Masi. 
These response expresses its concern 
and monitoring of the situation of Professor GN Saibaba since his first arrest in 2014,
 and has been already treated the case 
in delagación EU in India's National Human Rights Commission likewise which is
 pending resolution of the appeal presented 
by lawyer Professor, waiting for humanitarian reasons it is released.
 
 
 
From the Galician Committee believe that you can not wait for an appeal court while 
the Professor remains in jail, because 
every day that passes agrabase their health situation. Therefore we demand the 
immediate release of Professor GN Saibaba 
and their detained comrades. 
We call international to intensify the struggle for immediate release of Professor GN Saibaba.

lunes, 15 de mayo de 2017

Levantamento Camponês de Naxalbari: Breve histórico da luta de libertação do povo indiano




Todado das camaradas do Brasil do jornal A Nova Democracia.

Iniciamos a seguir uma série de publicações por ocasião do cinquentenário do Levantamento Camponês de Naxalbari, na Índia, que deu origem à guerra popular que hoje dirige o Partido Comunista da Índia (Maoísta).

Redação de AND nº 56, junho de 2009. 
A Índia conquistou sua “independência política” do colonialismo inglês apenas em 1947, depois que a administração colonial ficou impossibilitada pelas massivas lutas de libertação, armadas e desarmadas, dos povos que compõem a Índia, Paquistão, Bangladesh e a Caxemira — região conflituosa ainda disputada por Paquistão e Índia.
A colonização inglesa, a princípio pela Companhia das Índias Orientais e depois através do próprio Estado britânico, se valeu da antiga divisão da sociedade em castas, no caso da maioria hindu, e da fragmentação nacional e religiosa entre hindus, muçulmanos, budistas, cristãos, sikhs, gurkhas e outros para conseguir controlar o grande território e a enorme população. Além do pessoal transferido da Inglaterra e outras colônias, os ingleses contaram com a valiosa ajuda de rajás e marajás, membros de uma antiga nobreza que controlavam territórios maiores ou menores e que mantiveram alguns privilégios em troca da submissão de seus súditos aos “sahibs” britânicos.
Os movimentos pela independência levaram a que a Coroa Britânica planejasse uma transferência relativamente pacífica do poder político aos indianos, de maneira que seus interesses imperialistas se mantivessem intocados. A “independência” acordada com o império britânico previu uma divisão instigada pelas diferenças religiosas entre um Paquistão formado por maioria muçulmana e a Índia de maioria hindu e outras minorias como sikhs, etc., por isto mesmo a linha de fronteira, demarcada por um burocrata inglês, chegava ao cúmulo de dividir cidades e até famílias. A consequência foi que logo após a assinatura da “independência” explodiu uma violência generalizada que culminou em grandes massacres entre as três principais correntes, hindus, muçulmanos e sikhs, desencadeando um processo sangrento até os dias atuais.
Jawaharlal Nehru, líder do Congresso Nacional Indiano, partido fundado por intelectuais e a burguesia hindu, assumiu o governo imediatamente depois da saída do vice-rei britânico. Em janeiro de 1948, Mohandas Karanchamd Gandhi, tido pelos nacionalistas como o pai da nação indiana, é assassinado por radicais que pregavam a supremacia hindu sobre toda Índia.

2. O partido comunista e a luta contra o revisionismo kruschovista

Porém, a euforia popular com a independência durou pouco. Logo o povo percebeu que os novos gerentes, desta vez semicolôniais, nem sonhavam em atender os anseios do povo. A cruel divisão em castas continua a vigorar; mais de 700 milhões de pessoas vivem na extrema miséria, apesar de existirem perto de 200 milhões (mais que a população do Brasil) no que eles chamam de classe média, gente assalariada com um “melhor poder de compra”.
Sucessivamente, Nehru se aproximou do revisionista Tito (Iugoslávia), depois caiu sob a influência da Rússia social-imperialista. Hoje, no entanto, a Índia é mais um dos países dominados pelo imperialismo ianque, que explora a abundante força de trabalho e os recursos naturais indianos com especial interesse.
Fundado em 1925, na esteira da Revolução de Outubro na Rússia e dos movimentos de libertação nacional na própria Índia, o Partido Comunista da Índia passou por várias lutas internas, principalmente na década de 60, quando a luta contra o revisionismo moderno, vanguardeada pelos comunistas chineses liderados por Mao Tsetung, ganhava dimensão mundial, destacadamente com a Grande Revolução Cultural Proletária.
Os revisionistas seguiram sua sina. Novo fracionamento deu origem ao PCI (marxista), que rapidamente soube como ninguém se valer do eleitoralismo e hoje governa, em uma frente oportunista, cinco estados indianos, tendo sido responsável por um massacre de camponeses em Nandigram, estado de Bengala Ocidental — governado pelo PCI (marxista) — onde 14 camponeses foram assassinados pela polícia quando protestavam contra a instalação de uma Zona Econômica Especial em março de 2007. Tais zonas são enclaves imperialistas onde as empresas transnacionais podem se instalar com isenção de impostos, abundante força de trabalho barata e quase nenhum direito trabalhista.
Um dos resultados desse massacre foi a perda de apoio popular, expressa nas recém realizadas eleições parlamentares. Dados parciais apontam a tendência de os revisionistas conseguirem apenas 19 cadeiras em contraste com as 44 anteriores.

3. A Fração Vermelha e o caminho revolucionário de Naxalbari

Em dura e inconciliável luta contra o revisionismo kruschovista, a fração vermelha liderada por Charu Mazumdar promove a cisão proletária e reconstitui o partido como Partido Comunista da Índia (Marxista-leninista). Defendendo o Pensamento Mao Tsetung como o marxismo-leninismo da época (ver matéria na Edição 52 de AND), o PCI (ML) cria o Grupo Guerrilheiro do Povo, sua organização armada, e dirige o levantamento camponês na aldeia de Naxalbari, em Bengala Ocidental, que tomou terras dos latifundiários, queimou registros de propriedade, aboliu as dívidas dos camponeses pobres e julgou e executou os principais opressores e usurários.
A repressão que se abateu sobre os naxalitas deixou mais de 10 mil mortos e a desaparição de muitos quadros do PCI (ML), entre os quais o lider Charu Mazundar, assassinado na tortura. Os grupos sobreviventes continuaram atuando, embora sem contato, o que fez com que se criassem organizações independentes que cresceram e desempenharam significativo papel, desenvolvendo durante mais de 30 anos a Guerra Popular. Em 2003, o Centro Comunista Maoista e o Centro Revolucionário Comunista da Índia se unem no Centro Comunista Maoista da Índia (CCMI). Um ano mais tarde, em 21 de setembro de 2004, o CCMI se une ao Partido Comunista da Índia (marxista-leninista) (Guerra Popular)1, formando o Partido Comunista da Índia (Maoista). Sua organização militar unificada passou a se chamar Exército Guerrilheiro Popular de Libertação EGPL.

4. Gloriosa e invencível Guerra Popular

Sempre enfrentando os mais terríveis obstáculos, lutando contra o vento e a maré e através de mil peripécias, a guerra popular na Índia não se deteve um só instante. Nos últimos anos, impulsionada com o grande salto promovido com a fusão que deu origem ao PCI (Maoista), o poder e influência dos naxalitas2cresceram tanto que as classes reacionárias e seus meios de comunicação abandonaram a tática de ignorar a guerrilha. O próprio atual Primeiro-Ministro da Índia, Mammohan Singh chegou a declarar em agosto de 2006 que os maoístas eram o “maior desafio interno para a ‘segurança’ da Índia”. Segundo dados do próprio Ministro do Interior da Índia, Sriprakash Jaiswal, em 2007 os naxalitas realizaram 8.488 ataques a estabelecimentos policiais em 91 distritos de 11 estados.
O reacionário Estado indiano se utiliza de todos os meios de repressão, mas não consegue conter o avanço dos revolucionários indianos. A criação de grupos paramilitares como os Salwa Judum (ver artigo na página 19), a prática de realizar deslocamentos forçados de populações inteiras visando “secar a água para apanhar o peixe”, o confinamento de milhares de pessoas em “aldeias estratégicas” ao estilo aplicado no Vietnã, tudo isso não consegue realizar o sonho das classes dominantes indianas e do imperialismo, que é varrer os naxalitas do mapa. Vale dizer que o exército como instituição ainda não ingressou diretamente na repressão aos revolucionários, mas unidades de elite já participam há algum tempo de ações destinadas a atacar os revolucionários naxalitas.
E não realizam seus intentos porque os maoístas estão profundamente entranhados nas massas mais oprimidas e revolucionárias da Índia. O centro da ação política dos maoístas é entre as castas dos intocáveis (dalits) e dos párias, além das minorias nacionais oprimidas, camponeses, artesãos, enfim, as massas mais oprimidas do país. Seu programa de desenvolver o poder popular já faz com que as massas controlem praticamente o território de 4 estados com milhões de habitantes, constituindo-se fortes bases de apoio para o Partido e seu Exército.
Os êxitos militares dos revolucionários indianos estão sendo acompanhados de um avanço político nas zonas sob seu controle. Nelas houve uma efetiva melhora no nível de vida da população, basicamente camponesa. Isto está fazendo com que certo setor de intelectuais indianos veja com simpatia a guerrilha e se negue a classificar sua luta como imoral ou terrorista, como impõe o Estado e toda contra-propaganda reacionária. Este é o caso da escritora Arundhati Roy (ver artigo na página 19) e do conhecido músico Ravi Shankar, que disse publicamente que os maoístas são “admiráveis”.
Nas cidades, o trabalho dos naxalitas se estende a Delhi, Mumbai, Raipur, Pune, Jammu e outras, onde sua principal atividade é a propaganda revolucionária. Em fevereiro de 2008, em Nayararh, importante cidade do estado de Orissa, um comando naxalita realizou uma audaz ação contra um comissariado de polícia, expropriando 1.069 armas (dados oficiais). O governo não deu detalhes sobre a qualidade das armas, mas os maoístas já fizeram ações com morteiros de 80 milímetros e lança-granadas.

5. Boicote à farsa eleitoral

A Guerra Popular na Índia tem dado grandes dores de cabeça às classes dominantes indianas, dificultando que o país se afirme na posição de potência regional e atue mais como cabeça de ponte dos interesses imperialistas na região.
Em meio a isso, recém se realizaram eleições gerais para o congresso, mais uma farsa para enganar as massas e desviá-las do caminho revolucionário através do canto de sereia das reformas e mudanças através do voto.
Mas, atentas, as duas principais organizações revolucionárias indianas lançaram declarações convocando as massas a repudiar as eleições e reforçar a Guerra Popular.
“Exortamos” as massas patrióticas a aproveitarem esse momento para se organizarem e se prepararem, acima da restrita política de casta, credo, seita, religião e diferenças regionais, e voltarem a sua ira contra as classes dominantes, os defensores deste sistema e dos seus instrumentos de pilhagem e dominação. (…)
Uma Guerra Popular está sendo travada no nosso país liderada pelo PCI (Maoísta), em Dandakaranya e Jharkhand. A resistência das grandes massas deve ser combinada com a defesa desta guerra revolucionária e resolutos passos no sentido da abertura de novas frentes de guerra.” PCI (ML) Naxalbari.
“Nosso programa ficou claro para as pessoas através de várias formas, circulares, declarações na imprensa, entrevistas, folhetos, cartazes, inscrições nos muros, e assim por diante. Nossas equipes fazem apresentações culturais entre os povos convidando-os a compreender a verdadeira essência da chamada democracia parlamentar e convocar-lhes a boicotar as eleições. Iremos realizar esta propaganda até o final da última fase das eleições. Nossa campanha durante as eleições é basicamente uma campanha maciça de propaganda política. (…)
Depois, há o boicote ativo onde nós impedimos que os candidatos realizem suas campanhas nas aldeias e pequenos centros urbanos nos nossos domínios.”  Azad, porta-voz do PCI (Maoísta).
E muitas ações foram realizadas no período eleitoral e também depois dele. Eis algumas, noticiadas pelo monopólio dos meios de comunicação:
16 de abril
Os maoístas atacaram um acampamento da Polícia e uma estação ferroviária, e explodiram vários artefatos.
22 de abril
Ás vésperas do 2º turno das eleições, um trem foi detido em uma estação por mais três horas. A ação ocorreu no distrito de Letehar, norte da Índia e fez parte de um conjunto de manifestações convocadas pelos maoístas na região de Jharkhand e Bihar.
23 de abril
Pelo menos cinco pessoas encarregadas da supervisão das eleições indianas— um juiz, dois seguranças e dois policiais — morreram na explosão de uma bomba na nortista região indiana de Bihar. A participação nas eleições não passa de 55% ao final do 2º turno. Várias ações de sabotagem impedem agentes eleitorais de chegar às seções, principalmente no norte do país.
6 de maio
ataque a bomba mata 6 policiais e 4 colaboradores que viajavam em um trator no distrito de Bastar, região central da Índia.
7 de maio
Centenas de manifestantes enfrentaram a polícia na Caxemira indiana, na realização da quarta votação das eleições parlamentares indianas. As forças de repressão lançaram gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que atirava pedras. Os manifestantes gritavam frases contra as eleições e o atual governo.
10 de maio
Ataque a um comboio das forças de repressão formado por três veículos nos quais viajavam 41 militares deixou pelo menos 12 policiais mortos e seis ficaram feridos.
Assim, os revolucionários indianos seguem dando duros golpes no feudalismo, na grande burguesia, no imperialismo e no revisionismo encastelado no Estado, expandindo a Guerra Popular a todo o país, como determinou o último congresso do PCI (Maoista) em 2007 e dando grandes passos na realização do que define seu programa, a revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo.

Notas da Redação
1 Errata — na edição 52 de AND, página, nota da redação, publicamos que tanto o PCI (M) como o PCI (ML)(GP) convocaram as massas a não participarem das eleições indianas. O PCI (ML) (GP) não existe mais, como consta no atual artigo.  Na verdade, os partidos que fizeram as declarações são o PCI (M) e o PCI (ML) Naxalbari.
2 Como se denominam os maoístas na Índia.




India: Avante a celebración dos 50 anos da Rebelión de Naxalbari!


miércoles, 10 de mayo de 2017

Grecia: Liberdade e xustiza co Profesor GN Saibaba

Un grupo de profesoras e profesores dende Grecia solidarizanse con Profesor GN Saibaba:



The conviction of the English professor of the Jawaharlal Nehru University in Delhi Gokarakonda Naga Saibaba has created sadness and indignation. The decision of the District and Sessions Court in Gadchiroli, Maharashtra to impose life imprisonement on Professor Saibaba and five other co-defendants is an unprecedentred decision in the judicial annals of India since its independence in 1947. Professor Saibaba, a 90% invalid since childhood, and restricted to a wheelchair, is accused, without any proof, that he had contacts with the illegal CP India (Maoist) and the naxalite guerilla movement. The accusations were based on his views and ideas as well as on his public political and social activities. It was indeed a rich activity, since his youth, alongside the poor and destitute Indians in the cities and the rural areas. What mainly irritated the indian state authorities were his struggles and condemnations, in India and internationally, of the violent operations of the police and paramilitary forces against the indigenous people in the hinterland of India. It is about an operation that is combined with the looting of land and forests by the multinational mining and construction companies. The conviction of Saibaba was based on provisions and articles of the anti-terrorist law (UAPA) that incriminates ideas, articles, books and public speeches, considering them preparatory terrorist deeds that undermine national security!
Besides his invalidity, professor Saibaba, due to his long incarceration, faces additional health problems. His life imprisonment in the harsh conditions of indian jails, the denial of medical and pharmaceutical help are equal to a conviction to a slow and tortuous death. For the life and freedom of professor Saibaba international humanitarian organizations have been mobilized, as well as the Indian Chapter of Amnesty International, and personalities of the Arts and Letters in Asia, Europe, and America.
With this joint letter, that is addressed to the government and judicial authorities in India, to its diplomatic representation in Greece and every international organization for humanitarian and democratic rights, we ask for the revocation of the unjust conviction and the immediate release of professor Saibaba. We demand that during his incarceration he must be under full medical and pharmaceutical support and he must be admitted to a medical institution. We join our protestation with the international solidarity movement, the professors and teachers of indian universities and the democratic organizations in India and abroad that are already mobilized so that professor Saibaba will be treated with justice and get freed!

The Signatories

Agapitos Thanassis – Member of the Board, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (Second Chapter) – Regional Councilman Central Macedonia
Alexakis Yorgos – Member of the Board, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (First Chapter)
Arkolakis Manolis – Vice-Chairman, Greek Open University Teachers Association
Atzidou Katerina – Chairman, Secondary Teachers Association of Paros-Antiparos Islands
Vitsilaki Chrissi – Professor, Aegean University
Vourtsaki Vana – Chairman, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (Third Chapter)
Gertsos Zissis – Member of the Board, Secondary Teachers Association of Piraeus
Gouvias Dionissis – Assistant Professor, Aegean University
Daniel Maria - Member of the Board, Secondary Teachers Association of New Smyrna, Kalithea, Moschato – Athens
Diamantidis Takis - Chairman, Secondary Teachers Association of Samos Island
Zaganidis Christos - Chairman, Secondary Teachers Association of Thessaloniki (Fifth Chapter)
Zarkadis Yannis – Professor Molecular Biology, Medical School of Patras
Zorbala Tina – Academic, Chairman of Teachers Association Aegean University
Zimvrakaki Eleni - Chairman, Secondary Teachers Association of Thessaloniki (Fourth Chapter)
Iakovou Nena - Chairman, Elementary Teachers Association of Western Attica
Ioannou Kiriaki - Chairman, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (Fifth Chapter)
Kavadias Yorgos – Member of the Board, Secondary Teachers Association of Piraeus
Kalomiris Grigoris – Member of the Board, Executive Committee of Public Servants Confederation
Kaltsonis Dimitris – Assistant Professor, Panteion University, Athens.
Kandilas Vaios - Chairman, Elementary Teachers Association of Ikaria – Fourni Islands
Karafili Avra – Member of the Board, Teachers Association Aegean University
Kariotis Dimitris - Chairman, Secondary Teachers Association of Western Attica (Eleusis)
Katsanevaki Zabia – Member of the Board, Teachers Association Polytechnic School, Athens
Katsikas Christos - Member of the Board, Secondary Teachers Association of New Smyrna, Kalithea, Moschato – Athens
Koklas Babis - Chairman, Secondary Teachers Association of Athens (Third Chapter)
Kourniotis Christos- Member of the Board, Secondary Teachers Association of Ano Liossia, Zefiri, Fili – Athens
Kreassidis Yorgos - Member of the Board, Secondary Teachers Association of Thessaloniki (First Chapter) – Member of the Board General Assembly of Public Servants Confederation
Lathiras Yanis - Chairman, Secondary Teachers Association of Thessaloniki (Third Chapter)
Magaliou Mata – Member of the Board, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (Sixth Chapter)
Marinis Yanis - Chairman, Secondary Teachers Association of Peristeri – Athens
Pantelidis Dinos – Vice-Chairman, Elementary Teachers Association of Thessaloniki (Sixth Chapter)
Polichroniadis Dimitris - Chairman, Elementary Teachers Association of Maroussi – Athens
Primi Maria - Member of the Board, Secondary Teachers Association of New Smyrna, Kalithea, Moschato – Athens
Roussis Georgios – Professor Emeritus Panteion University – Athens
Samoilis Yanis – Chairman, Secondary Teachers Association of Ano Liossia, Zefiri, Fili – Athens
Sapounas Panagiotis - Member of the Board, Secondary Teachers Association of Kilkis
Seremetis Dimitris – Assistant Professor Aegean University
Fatourou Ageliki - Member of the Board, Secondary Teachers Association of Peristeri – Athens
Psimitis Michalis – Assistant Professor Aegean University
George Liodakis – Professor, Technical University of Greece
Michalakis Kostas - Member of the Board, Secondary Teachers Association of Trikala
Sakelaropoulos Spiros – Assistant Professor, Panteion University - Athens

viernes, 31 de marzo de 2017

Galiza: Campaña de axitación e propaganda da celebración dos 50 anos da rebelión de Naxalbari!


 A pesar das oscuras nubes que cubren os ceos de Bastar por mor da operación "caceria verde" e das últimas novas do encarceramento do profesor GN Saibaba e de outros activistas. O Comité Galego de Apoio a Guerra Popular na India, inicia unha campaña de axitación e propaganda para celebrar o 50 aniversario do  "trono de primaveira" da rebelión de Naxalbari.!
Dende o solpor vermello da Galiza, pasada a noite, sairá un sol vermello dende a India que guiará as Revolucións en todo o mundo.
Viva o 50 Aniversario da Rebelión de Naxalbari!


Despite the dark clouds covering the skies of Bastar because of the operation "green hunt" 
and the latest news of the imprisonment of Professor GN Saibaba and other activists. 
The Galician Committee for Supporting People's War in India begins a campaign of agitation 
and propaganda to celebrate the 50th anniversary of the "spring thunder" of rebellion Naxalbari.!
 From the red twilight of Galicia, last night, will leave a red sun from India to guide 
the worldwide Revolutions.
 Long live the 50th anniversary of the Rebellion Naxalbari!




miércoles, 29 de marzo de 2017

Galiza: Carta enviada pola Europarlamentaria galega Lidia Senra a Alta Representante da UE para Asuntos Exteriores, Federica Mogherini, vicepresidenta da Comisión Europea, sobre a situación do profesor GN Saibaba.

Temos coñecemento que hoxe a Eurodiputada galega de AGE Europa Lidia Senra e o Eurodiputado alemán de Die Linke Fabio de Masi enviaron unha carta a Alta Representante da UE para Asuntos Exteriores, Federica Mogherini, vicepresidenta da Comisión Europea, sobre a situación dramática que está a padecer o profesor GN Saibaba.

Open Letter to Federica Mogherini
To the attention of the VP / AR Federica Mogherini:

On February 29, 2016, I sentyou a written question E-001822-16about the situation of imprisonment  that Professor GN Saibaba was suffering in India, to which you replied that the EU "The EU has been closely following cases of human rights defenders arrested in India, including the cases of professor Saibaba, accused of having links with Naxal militants, and of Ms. Arundathi Roy, accused of contempt of court for her article defending the cause of Professor Saibaba. The EU Delegation in New Delhi has made appeals on humanitarian grounds with the National Human Rights Commission.
The EU attaches great importance to the issues at stake, most importantly to the freedom of expression, the right to a fair trial and the rights of human rights defenders. These issues are also addressed at the EU-India human rights dialogue.”
On March 7, 2017, Professor GN Saibaba has been condemned to life imprisonment with five other activists, all of whom have reported torture under police custody. The accusation is based on carrying out "illegal activities" under a draconian law called UAPA, denounced by all human rights organizations in India and internationally as a law that aim to prevent the exercise of freedom of expression and conscience.
Professor GN Saibaba, as you may know, has a 90% physical disability, aggravated in recent months with acute pancreatitis, and he was recommended the removal of his gallbladder. Because of this, this life imprisonment sentence is actually a death sentence for this professor, who has done nothing but defend the rights of the Adivasis and Dalits people with words, as well as denounce the counterinsurgency strategy "Operation Green Hunt”.
We are addressing you to ask the European Commission to adopt necessary measures to prevent GN Saibaba imprisonment, and call for all legal guarantees to be respected under the highest human rights standards for him and the rest of prosecuted people.
If this does not happen, and in line with the human rights advocacy that EU is committed to, we think it would be timely to halt all EU agreements with India.
Sincerely yours,

lunes, 20 de marzo de 2017

sábado, 18 de marzo de 2017

INDIA: Protest demonstration


Lokayat organized a protest demonstration against the conviction of Delhi University Professor G N Saibaba, Hem Mishra along with other four persons and also against the conviction of the Maruti Suzuki Workers on Wednesday at Sector 17. Apart from Lokayat, Students for Society (SFS), People’s Artist Forum (PAF), CPI (ML Liberation), AISA, ASA, PSU (Lalkar), PUCL, IAPL, Naujwan Bharat Sabha participated in the protest and expressed their solidarity.


La imagen puede contener: 5 personas, personas de pie
La imagen puede contener: una o varias personas y personas de pie 
La imagen puede contener: 3 personas, personas de pie, multitud y exterior 
 La imagen puede contener: una o varias personas, personas de pie, calzado, multitud y exterior

miércoles, 15 de marzo de 2017

BRASIL: CEBRASPO; REPUDIAMOS A SENTEÇA DE PRISÃO PERPÉTUA DADA AO PROFESSOR G.N. SAIBABA!


O velho estado indiano através do Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra) condenou a prisão perpétua o professor G.N. Saibaba por conta de sua destacada militância em defesa dos direitos do povo. Além do professor Saibaba outros 4 militantes foram alvos desta absurda medida.

O governo indiano tem atacada cada vez mais o povo de seu próprio país. Com o intuito de expulsar os camponeses de suas terras, sob o mantra da "Operação Caçada Verde", as aldeias de povos advasis (povos originários) estão sendo dizimadas, sofrendo com ataques aéreos e com as ofensivas dos grupos de mercenários a soldo do governo. Tudo para defender os interesses das transnacionais, em especial as do setor de mineração. Nas cidades crescem os números dos processos baseados em leis draconianas que tem como alvo os militantes e ativistas dos direitos do povo. Além do professor Saibaba a renomada escritora indiana Arundhati Roy também é perseguida pelo velho estado.

Estima-se que na Índia o número de presos políticos seja cerca de 100 mil pessoas, ou seja, milhares de homens e mulheres que foram presos por suas posições e ações políticas em defesa do povo. Entre eles 10 mil são acusados de terem alguma ligação com o movimento maoista do país. Os maoistas estão em guerra popular contra o Estado indiano a décadas, e o Estado indiano têm declarado guerra total a todo o povo.
 
Esta sentença é mais um capítulo do ataque que as liberdades democráticas estão sofrendo na Índia. Sob a falácia de "combater os maoístas" o velho estado indiano tem perseguido e prendendo aqueles que se levantam em defesa dos direitos do povo indiano e das diversas nacionalidades que vivem sob o jugo da gerencia fascista do governo de Modi.
 
Inúmeras entidades de defesa dos direitos do povo e das liberdades democráticas da Índia e internacionais já manifestaram seu repúdio a sentença dada ao professor Saibaba, que além de possuir paralisia em 90% do corpo, também sofre com diversas complicações em seu estado de saúde. Organizações de estudantes, diversos sindicatos e movimentos populares em geral estão denunciando o julgamento como uma farsa e já estão convocando diversas manifestações por toda a Índia contra esta sentença.
Diversas ações serão tomadas em defesa do professor Saibaba e dos demais presos políticos que resistem bravamente nas masmorras da Índia. Convocamos a todas as entidades democráticas e revolucionárias a participarem dessa campanha.


Em breve teremos novas informações.


LIBERDADE INCONDICIONAL PARA O PROFESOR SAIBABA 


E DEMAIS PRESOS POLITICOS NA INDIA !

domingo, 12 de marzo de 2017

INDIA: Entrevista a camarada Vasantha Kumari en Rediff.com

'Why are they so afraid of someone who is 90% disabled?'/¿Por qué teñen tanto medo de alguen que está  discapacitado nun 90% ?'


'He has not done any harm to anyone. Yet you give him life imprisonment.'
'We were told to respect the Constitution. That is what Sai is doing; he is not doing anything beyond the Constitution.'

Professor G N Saibaba with his wife Vasantha Kumari

Delhi University Professor G N Sai Baba was convicted on March 7 to life in prison under the Unlawful Activities (Prevention) Act -- UAPA -- for being a member of a banned terrorist organisation, the Communist Party of India Maoist.
The professor, who has undergone two spells of imprisonment in Nagpur jail as an undertrial, is 90 per cent disabled and wheelchair-bound.
After his arrest in May 2014, he was released on interim bail on medical grounds in July 2015, only to be rearrested in December that year, and released again on the Supreme Court's orders in April 2016.
Immediately after the conviction, the professor's wife issued a protest statement that summed up her outrage.
Two days later, Rediff.com contributor Jyoti Punwani caught up with Vasantha Kumari.
In between tending to a distraught mother-in-law and leaking taps in her Delhi home, Vasantha expressed her shock, bafflement and indignation at what she feels is a terrible injustice done to someone who has only fought for rights guaranteed by the Constitution.

Did you expect this conviction?
Not at all, I was shocked. There is nothing against him.
We have been closely observing the trial. Sai Baba has been attending the trial despite his ill health.
The prosecution had no concrete evidence.
Whatever they took from our house -- his computer hard disk, CDs, literature -- was taken in an open bag, it was not sealed as it should have been under the rules.
They produced letters signed by someone who they said was Sai Baba. But what's the proof of that?
The prosecution had only one independent witness, the rest were all policemen or officials.
Even that witness testified that he had been forced to become one by the police.
There were other reasons too, that made us hope he would be acquitted.
In similar cases, where people have been convicted of being members of Maoist organisations, the Supreme Court has set aside the convictions, upholding freedom of thought.
All this was pointed out by our lawyer. But none of his arguments are reflected in the judgment.
The proceedings of the year-long trial find no place in the judgment.
We were even bracing ourselves for a 'guilty' verdict, given the political climate.
In fact, they had posted so much security outside the court on the judgment day -- that itself was an indication.
But we thought the sentence would not be more than a few years, because of the lack of evidence.
Sai Baba had already spent almost two years in jail. We never expected life.

What is his health like now?
Precarious.
In fact, he had been discharged from hospital only on February 28, and advised 10 days' bed rest. Doctors had ruled out travel.
He had been admitted for breathlessness and chest pain, and was in the ICU for a day.
They also found stones in his gall bladder caused by his first long spell of imprisonment.
He was to have surgery to remove his gall bladder; there was a risk of infection of his pancreas.
We gave these reports to the court. Yet the court insisted that he be present for two hours as judgment was to be pronounced.
His health has only deteriorated since he was first released on interim bail.
Earlier he was mobile; he could move around on his own in his wheelchair.
But his first stint in jail damaged the muscle and nervous system of his left hand and he could no longer operate his wheelchair.
Ever since he came out, he has been in and out of hospitals and physiotherapy centres in Delhi and Hyderabad.
He has had breathlessness, lung infections, heart problems.
Despite this, the court refused to pass an order directing the jail authorities to immediately provide him health care, medicines and attendants.
The court asked our lawyer to make this application to the jail superintendent.
But this very superintendent had denied him all this in his second stint in jail, despite court orders.
We had to get a high court order to make him comply.

How did you cope with all this on 50% salary (Professor Sai Baba had been suspended from his college after his arrest and received only half his salary all this while)?
I appealed many times to the Ram Lal Anand college and the university that he be given 75% of his salary since we were all dependent on him -- his mother, our daughter and I. But they refused.

Why is he being punished so severely? Did he do something while out on bail?
What could he do? He was too ill.
Even I can't understand, what's his crime?
Why are they so afraid of someone who is 90% disabled?
Someone who is in front of you 24 hours, in college, teaching. He is not underground.
He has not done any harm to anyone. Yet you give him life imprisonment.
There are goondas roaming around the university campus, beating up women, you do nothing to them.
There's Aseemanand, accused of planning bomb blasts and supplying RDX, who is acquitted.
It only means that the State cannot tolerate anyone who speaks up for the rights of the aam aadmi.
Along with many others, Sai Baba raised his voice against State violence against Adivasis.
It is this ideology they cannot tolerate.
But even black laws like UAPA cannot wipe out our fundamental right to freedom of thought and freedom of speech -- the Supreme Court has said this.
The State cannot impose its ideology on citizens. This is supposed to be a democracy, but the democratic space to express yourself is shrinking.
In Bastar today, the repression is too much.
If an Adivasi speak outs, the security forces can just shoot you.
If you are a woman, they can sexually assault you, rape you, take away your brother on a false case, burn your village.
But they can't shoot Sai Baba for speaking out, so they have been harassing him for the last five years.
They have seen to it that his health is ruined and finally they have thrown him behind bars for life.
What is his power? His capacity is only to write and speak.
And his conviction cannot wipe out the thought he expresses.
Everyone is speaking up against his conviction.
Osmania University students held a press conference, Jamia Milia students are holding a public meeting.
When he was on bail, wherever we went, students would come up to him and say, 'Sir, we are ashamed, we have done nothing but you have fought. You are an inspiration to us.'
After his conviction, his students have been more inconsolable then I am.

How have his mother and your daughter taken the conviction?
His mother cries a lot. She has seen his physical condition since childhood, but was happy he had come such a long way despite it.
But now she says she cannot bear seeing him suffer any more. She feels her heart will give way.
My daughter is 19, but since the last five years, she has borne too much for such a tender age.

Your husband has paid a heavy price for his beliefs. Did he or you ever feel he could have simply kept quiet, instead of speaking out?
No. from childhood, in school, we have been taught certain values. We learnt that our Constitution says everyone is equal.
We were told to respect the Constitution. That is what Sai is doing; he is not doing anything beyond the Constitution.
What he learnt in school, that's what he is implementing.
Had he wanted to give up, he could have.
After they first took him away from home, they told him at the airport -- 'sign this paper, we'll let you go.'
He did not know what was written on that paper, but he refused to sign it.
Last year also, after they had denied him medical care and he had applied for bail, they had pressurised him.
They had told him, it's still not too late, you can be free if you just sign.
But there is something like values. He teaches literature; that literature embodies certain values.
It is values that keep us alive. Would we able to live if we forsook them?
There would be no difference between us and a corpse then.

IMAGE: Professor G N Sai Baba with his wife Vasantha Kumari.
Jyoti Punwani

viernes, 10 de marzo de 2017

INDIA: Nota de imprenta da camarada Vasanta Kumari, esposa do Dr. Saibaba.



 PRESS STATEMENT issued by VASANTA in Delhi:.... (via facebook)

Our advocates will move high Court soon. This judgement is shocking. In the history of Maharashtra this is the first case in which all the person's charge sheeted were are convicted in all the sections with life imprisonment. Saibaba brother attend most of the arguments of our advocates before the hon. Judge and found that the judgement seems has not taken those into consideration. No evidence has been proved by the prosecution, electronic evidence not sealed. It seems the state and Central governments have put a lot of pressure on the judiciary to implement anti people and undemocratic policies at the behest of corporates and MNCs. The governments have selectively to suppress the voice of people to plunder the resources of this country. The BJP govt. Wants to push nakedly the agenda of RSS by through such people like saibaba behind the bars.
The government has chosen this case through courts to silence the voice of Dr. Saibaba. By honoring the , Court saibaba has been attending the Court all these years and today also despite his deteriorated health. As a wife I will fight in the higher courts to seek justice. The government has been putting relentless pressure ony family for the last four years by raiding my house in Delhi. I appeal to Democrats, peoples organizations, intellectuals, students to condemn such undemocratic character of the government. After the pronouncement, judge has rejected to issue any order on the appeal of our advocate. Advocates asked to issue an order to direct the Jail authorities to give required medicines, help of assistants for saibaba movement, operation to perform for gall bladder etc. The minimum requirements previous the Court has given when saibaba was in jail as under trailed are also not given

- Vasanta