lunes, 7 de agosto de 2017

INDIA: Poema ¿Donde esta la casa de mi amigo?dedicado al profesor Saibaba


A Powerful Poem on Prof G N Saibaba
Friends, A couple of days ago, Virasam's website carried this powerful poem on G N Saibaba written by Arasavilli Krishna. Please see an English translation:

Where is my friend’s house?
Arasavilli Krishna
I asked
The sprout bursting out of dilapidated walls
I asked
The flowers of grass going to sleep in the courtyard
I looked searchingly into
The awaiting eyes of the just-born calf
Where is my friend’s house?
Strolling on the path
I collected some red flowers in my pocket
I sought
The fingers of my friend
Amidst the chinks in the misty droplets
Falling out of the bars of the window
My friend’s love letter
Remained in my hands
The letter that was addressed to
Birds and pigeons
Sneaked into my books
In the hurry of closing school
Please tell me how to reach my friend’s house
How much I explored
In the poor huts of Amalapuram
In the midst of the stink of dry fish
I wanted to hand over
The love letter in my hands
With utmost tenderness
I waited in the dark at the ruined walls
Like a wounded old dog
To see the wet face of my friend
That looked like foam on the milk
With the sound of closing eyes of fish
I caressed the fallen bricks of my friend’s house
I asked politely
The brown coloured smiling lizard
And the falling pieces of the layers of lime
Please tell me whereabouts of my friend
I asked the tricycle
That carried my friend’s body and dreams
Where is my friend?
I pulled out the love letter from my pocket
And kept it at the entrance
My conversation with the walls was ended
When I moved on my way
A jail bird perched on my arm said:
Your friend is alive
He is greeting people
From the midst of walls built by state
People will remember your friend
In the spaces between specks of food on their plates

Published on Virasam website
http://virasam.org/article.php?page=544
(Translation from Telugu by N Venugopal)

miércoles, 26 de julio de 2017

Galiza: Reparto de panfletos sobre a grave situación do profesor GN Saibaba


O 25 de xullo dia Nacional de Galiza, varios activistas solidarios coa grave situación do profesor GN Saibaba, repartiron panfletos informativos sobre a gravisima situación do profesor e dos e das presas politicas na India, nas manifestacións que se celebraron en Santiago de Compostela onde se reclamaba o dereito de autodeterminación e a independencia de Galiza. 

On July 25, the National day of Galiza, several solidarity activists with the serious situation of Professor GN Saibaba, distributed informative leaflets on the serious situation of the professor and those of the political prisoners in India, in the demonstrations that were celebrated in Santiago de Compostela where they claimed the right of self-determination and the independence of Galiza.

jueves, 6 de julio de 2017

CONTRA O G20 EN HAMBURGO! CONTRA O XENOCIDA MODI!

 



Against G20 Hamburg! Against genocidal Modi! - International Commitee Support People's War India

Against G20 Hamburg!
Against genocidal Modi!

On 7th and 8th of July the biggest genocidal in the world will meet in Hamburg at the G20 Summit. Among them, the slaughterer of Indian people Narendra Modi.
Modi is notorious for his brutal actions against Indian revolutionaries, national minorities and oppressed nations. He is also the main responsible for the massacre of Muslims in Gujarat.
Modi and his puppeteers from imperialist countries organize the brutal exploitation of people and resources of India and transform the country into an open-air prison of people to the benefit of the corporations linked to the imperialist countries.
The counter-revolutionary offensive “Operation Green Hunt”, a war on people aimed against the People’s War in India led by the Communist Party of India (Maoist) was upscaled by Modi.
The use of airstrike on the areas of the national minorities of Adivasis, in the regions where the People’s War is developed, and the deployment of more counter-revolutionary troops are supposed to drown the revolutionary war in blood. But the blood spilled feeds the revolution and the People’s War develops more, despite all difficulties.
Now the fascist Modi comes to the belly of imperialist beast in order to get instructions and advice on how to suppress and brake the revolutionary movement in India and the Indian People in general.
It is our duty here to show that even in the safe haven of imperialism a slaughterer of his own people as Modi is not welcome and will be badgered. We stand on the side of Indian people and the CPI (Maoist) that leads the People’s War to crush imperialism and its lackeys and to build the New-Democratic People’s Republic.

Down with the genocidal Modi!
Down with the Operation Green Hunt!
Freedom for Saibaba, Ajith, Kobad Gandhi and all political prisoners in India!
Long live the 50th anniversary of Naxalbari uprising!
Support the People’s War in India!

International Commitee Support People's War India
ICSPWI
csgpindia@gmail.com

6 july 2017

ÍNDIA/CEBRASPO: MILITANTE É SEQUESTRADA PELO ESTADO INDIANO E CORRE RISCO DE VIDA

Traduzimos uma nota, do blog Dazibao Rojo, que denuncia a prisão de uma militante indiana. O CEBRASPO vem denunciando em suas notas o fato dos agentes do estado indiano executarem militantes sem que esses tenham direito a defesa e sejam julgados diante o Tribunal de Justiça do país. Comumente os assassinados são justificados como sendo frutos de confrontos, caracterizados pelas entidades democráticas do país como “falsos encontros”. O Centro Brasileiro de Solidariedade denuncia esse ocorrido e exige do Estado indiano que apresente com vida a militante Kakarala Padma!
Segue tradução:
“ÍNDIA: Sequestram a camarada Kakarala Padma. Sua vida corre perigo!
   

Nova Delhi, 04.07.17

Segundo fontes da imprensa indiana, a camarada Kakarala Padma, que se encontrava na clandestinidade desde 2012, foi detida por agentes repressivos da Oficina Estatal de Inteligencia de Andhra Pradesh (SIB) próximo a Sennimalai no distrito de Erode.
Seu marido que também é um preso político, o camarada Vivek, qualificou como ilegal sua prisão e manifestou seu temor de que ela seja submetida a tortura e inclusive de que seja assassinada em um falso confronto. Exigiu que ela seja apresentada ao  tribunal ainda que as fontes repressivas tenham se negado a confirmar sua detenção. 
Ainda nessa linha o escritor e poeta revolucionario, Varavara Rao, presidente da Frente Revolucionaria Democrática, denunciou que a camarada Padma foi arrastada por um agente SIB Andhra e os “Greyhounds”  em Erode enquanto regressava de Ernakulam no Chennai Express. "Há uma ameaça para sua vida. Deve ser apresentada diante de um tribunal de justiça imediatamente ", afirmou Rao. “

martes, 20 de junio de 2017

Brasil: CEBRASPO: ABAIXO A OPERAÇÂO CAÇADA VERDE NA ÍNDIA!

 

 

 

ABAIXO A OPERAÇÃO CAÇADA VERDE NA ÍNDIA!

Reproduzimos matéria de denúncia sobre a criminosa Operação Caçada Verde do Estado indiano:
O Estado Indiano declarou guerra ao povo, e pôs em movimento 150 mil tropas nos Estados das regiões central e leste do país, para ameaçar, prender e assassinar pessoas, e expulsar povos tribais e camponeses de suas terras milenares. Trata-se da Operação “Caçada Verde”, em pleno curso nos dias atuais, levada a cabo a pretexto de combater os Naxalitas, nome dado aos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).
O real contexto
O Estado Indiano, umbilicalmente associado ao imperialismo, tem ao longo dos anos atacado povos tribais (chamados de Adivasis) para expulsar-lhes das suas terras milenares. Tratam-se de terras riquíssimas em recursos minerais e naturais, e há interesse direto de grandes corporações (como Tata, Essar, Jindal e Mittal) nessas terras.
Nos dados do Censo de 2001, os Adivasis (ou povos tribais) correspondiam a mais de 84 milhões de pessoas em todo o país, preservando uma cultura milenar e modos de produção e de propriedade coletiva, bem como uma estrutura de poder própria. Esses povos têm dado uma importante contribuição à filosofia, linguagem, costumes no país, e também às lutas de resistência desde a colonização britânica no século XVII.
De acordo com a legislação indiana, as terras dos povos tribais são protegidas sob o nome de Áreas Catalogadas (Scheduled Areas), devendo nelas ser assegurado o controle e administração pelos próprios povos tribais. Os órgãos que exercem soberania popular são chamados de Gram Sabha, que são competentes para resolver os problemas locais.
Os Naxalitas tem desenvolvido o apoio concreto aos povos tribais, apontando o caminho da resistência armada. O Estado indiano, a pretexto de combater os Naxalitas, faz a guerra contra o povo e realiza deslocamentos massivos de pessoas visando suas terras.
Em uma entrevista transmitida a uma rádio australiana em 12 de fevereiro de 2010, Linga, uma moradora local, denuncia:
“Os moradores do meu bairro se sentem inseguros. Nós estamos sendo explorados, a nossa terra está sendo roubada. E não é o governo que está nos ajudando, mas sim os maoístas. Nenhuma lei é respeitada. Mesmo aquelas conquistadas após a independência, há 60 anos, não têm aplicação. Nós ainda temos que lutar por nossos direitos.”[i]
As forças de repressão
Em junho de 2005 foi criada uma força paramilitar chamada Salwa Judum, que quer dizer, na linguagem Adivasi, "caçada de purificação". A campanha Salwa Judum é marcada por grandes “procissões” nas vilas Adivasis, que despejam os moradores e os levam para “campos de proteção”, verdadeiros campos de concentração sem condições de vida cultural e produção agrícola, para onde as pessoas são levadas e ali ficam sem nenhuma perspectiva de futuro. As invasões Salwa Judum às vilas separam as famílias e deixam crianças desamparadas. Quem não aceita ir para os campos, se esconde nas matas densas e ali passa a viver. As pessoas são ameaçadas para não retornem às vilas. Abandonadas, as vilas são saqueadas e incendiadas.
Em dezembro de 2007, uma equipe de advogados de vários países, incluindo o Brasil, organizados pela Associação Internacional dos Advogados do Povo (IAPL), visitou vários campos de concentração e vilas abandonadas, podendo constatar de perto a situação[ii].
O Estado indiano não assume o patrocínio da campanha Salwa Judum, mas justifica sua atuação no combate aos Naxalitas.
Além das Forças Armadas regulares, o Estado atua com a Força Policial da Reserva Central (CRPF, em inglês) e SPO’s, que em português significa "agentes de polícia especiais", recrutados pelo governo entre os moradores mais jovens e pessoas com experiência em liderança, com promessas de salários, para vigiar e intimidar os povos das vilas e dos campos de concentração, ora ostentando armas pesadas, ora disfarçados para coletar informações. Os principais quadros do Salwa Judum são compostos de SPO’s pagos e armados pelo Estado.
Governantes de Chattisgarh declaram abertamente que a sangrenta guerra travada pelo exército do Sri Lanka contra o povo tâmil é a inspiração da Operação “Caçada Verde”[iii]. Nos anos de 2008 e 2009, centenas de milhares de cidadãos da nacionalidade Tamil foram mortos.
Uma frente de organizações estudantis e camponesas do Estado de Tamil Nadu (sul da Índia), em uma conferência em 30 de janeiro de 2010, afirmou:
“É uma mentira deslavada de que a guerra está sendo travada apenas porque os maoístas estão empreendendo uma luta armada. As pessoas estão fervendo de raiva com os inúmeros assaltos de recolonização. O Estado entende esse fato e também sabe que só os naxalitas têm a capacidade e a coragem para acender a centelha entre as massas. Assim, ele tenta apagar essa faísca. Este é o objetivo da caça aos Naxalitas, a Operação Caçada Verde.”[iv]
Apoio internacional
Além de inúmeras organizações populares em vários segmentos, centenas de escritores, cineastas, acadêmicos, advogados, médicos e outros intelectuais têm se unido às manifestações de massa, comícios e fóruns na Índia. As principais consignas são: cessação imediata de todas as operações armadas contra o povo; suspensão imediata de aquisições de terras e expulsões; parar as matanças extrajudiciais; libertar todos os presos políticos.
Entre esses contundentes apoiadores, está a escritora e ativista anti-imperialista Arundhati Roy, conhecida no mundo todo por romances como O Deus das Pequenas Coisas. No último dia 2 de junho, em palestra proferida em Mumbai, Arundhati Roy denunciou que a perseguição do Estado está ocorrendo também nas cidades, e que os monopólios de comunicação estão instigando sua perseguição e prisão.
“Agora que a Operação Caçada Verde começou a bater às portas de pessoas como eu, imaginem o que está acontecendo com os trabalhadores e ativistas políticos que não são bem conhecidos. Com as centenas deles que estão sendo presos, torturados e eliminados.”[v]
Em fevereiro foi comunicado o lançamento da Campanha Internacional em Oposição à Guerra contra o Povo da Índia (ICAWPI — www.icawpi.org). Várias organizações em todo o mundo têm apoiado e dado repercussão à resistência do povo à Operação “Caçada Verde”.
No dia 19 de abril, dezenas de camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres – LCP promoveram, juntamente com várias organizações populares, um protesto em frente à embaixada da Índia em Brasília, exigindo o fim imediato da Operação “Caçada Verde”. Levantaram bandeiras vermelhas e faixas em português e inglês exaltando a heróica resistência do povo Adivasi e de todos os camponeses indianos. Uma delegação de integrantes do Cebraspo (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e da Abrapo (Associação Brasileira de Advogados do Povo) entregou um documento ao embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, que tentou intimidar o advogado da Abrapo (Associação Brasileira de Advogados do povo) dizendo que não se podia falar em matança de camponeses na Índia.
Em várias partes do mundo, organizações populares se inspiram resistência inquebrantável e crescente do povo indiano.
________________________
*Professor de Direito Internacional e Vice-presidente da Associação Internacional dos Advogados do Povo. Site: http://www.direitodospovos.wordpress.com

[i] Jornal A Nova Democracia, nº 63, março de 2010
[ii] O relatório final e vídeo da Missão foram disponibilizados no site http://www.iapl.net
[iv] Idem