sábado, 4 de septiembre de 2021

GALIZA: Honra e Gloria eterna ao camarada Martín Naya! Lal Salam!!!


Dende o Comité Galego de apoio a Guerra Popular na India sumamonos á profunda dor que sufrimos todos os que compartimos a loita co noso camarada e fundador deste Comité. Prometemos continuar coa nosa solidariedade e apoio a Guerra Popular na India ate o triunfo da Revolución na India. Lal Salam Camarada!!!

Honra e Gloria eterna ao camarada Martin Naya

Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis. (Bertolt Brecht)

Com profunda dor, temos que dar a mala nova da morte do nosso grande camarada Martín Naya. O dia 3 de setembro, depois duma luta intensa contra diversas enfermidades, dando o seu ultimo exemplo de valentia e determinação, tomou a decisão de caminhar pelo sendeiro luminoso da imortalidade revolucionaria.

O proletariado galego em particular e ó proletariado internacional em geral perdeu a uma das figuras mais importantes do maoísmo nestes últimos 40 anos, grande conhecedor das obras do Presidente Mao e do Presidente Gonzalo, assim como de todos os movimentos revolucionários do passado e do presente a nível internacional, era um verdadeiro mestre para as massas e um organizador e militante incansável, foi conhecido como Miguel Alonso para o proletariado internacional realizando numerosos artigos sobre o maoísmo, fazendo grandes aportes a luta ideológica e de duas linhas no MCI, sempre contundente e moitas vezes polêmico, pero sempre com respeito aos camaradas e aberto a corrigir os seus erros, como o Presidente Mao nos ensinou.

O Camarada Martin Naya nasceu o 28 de julho de 1952, começou muito jovem a sua militância política, participando ativamente no PTG (Partido dos Trabalhadores de Galiza/PTE) organização marxista-leninista-pensamento Mao Tse Tung, na cal ostentou vários cargos de representação, assim como na Confederação de Sindicatos Unitários de Trabalhadores CSUT.

Depois do golpe de Deng Xiao Pin muitas organizações abandoaram o maoísmo e muitas se passaram ao revisionismo como no caso do PT. Assim que o Camarada deixou a organização e continuou pensando que as idéias do Presidente Mao eram corretas, como tal seguiu a evolução do maoísmo no mundo, em especial co que sucedia no Peru e no MRI. Foi o camarada que mantivo em alto a bandeira vermelha do maoísmo na Galiza dendê esse momento ate o final dos seus dias. Foi um home que se mantivo firme na defensa do maoísmo com um compromisso e um sacrifício inquebrantável frente a muitos reveses e dificuldades, lutando incansavelmente pelos interesses do povo e pela causa da Revolução Proletária Mundial.

Em 1989 organizou uma serie de palestras na Galiza sob a situação no Peru a cargo de membros do Partido Comunista do Peru.

Em 1993, côa detenção do Presidente Gonzalo, organiza o Comitê Galego de Emerxencia, para defender a sua vida. Realizando com outros camaradas, muitas atividades durante a duração do Comitê, palestras do advogado da Delegação Internacional Miguel Arnau, concentrações diante do Consulado peruano na Corunha, recolhida de assinaturas, concertos e mesmo recitais poéticos de poemas de Cesar Vallejo. O camarada sempre foi firme na defessa do Presidente Gonzalo e no seu pensamento, como mando e guia da Revolução no Peru e denunciando as patranhas dos genocidas Fujimori-Montesinos e combatendo a LOD com todas as suas forças.

No ano 1993 cria Correo Vermelho como aparato de propaganda do maoísmo internacional.

No ano 1996 inicia-se a guerra popular no Nepal, e pouco depois organiza o Comitê Galego de apoio a Guerra Popular no Nepal, que fará campanha de agitação por diversos lugares de Galiza, ate a rendição e claudicação do Partido Comunista maoísta dirigido pelos traidores e renegados Prachanda-Batarai. O camarada assumiu em primeira pessoa o erro de não ver antes a traição no Nepal.

No 2006 funda o Comitê de Luita Popular “Manolo Belho”, a primeira organização m-l-m na Galiza.

No ano 2008 cria o Dazibao Rojo, convertendo-se num dos referentes informativos do maoísmo no mundo em língua castelá.

No ano 2010 organiza com outros camaradas o Comitê Galego de apoio a Guerra Popular na Índia.

No ano 2012 funda cós seus camaradas do CLP “MB” o Comitê de Construção do Partido Comunista maoísta da Galiza. Sendo o camarada um dos maiores impulsores pela realização duma única Conferencia Internacional Marxista-Leninista-Maoista Unificada ate os seus últimos dias.

No ano 2014 funda com outros camaradas o Movimento de Luta Popular, como organização de massas. Convertendo-se durante vários anos no referente da luta popular na Corunha. Destacando a luta contra os despejos, a corrupção e a luta obreira assim como a solidariedade coa luta do povo brasileiro contra a Copa do Mundo ou a gira do MFPR da Italia.

Em 2018 organiza o Grupo de Estudos Marxistas do C.S. A Comuna de A Corunha.

Sim, camaradas, o maoísmo perdeu a um dos seus imprescindíveis, a um grande dirigente, más o seu exemplo de estudo, trabalho, compromisso e firmeza ideológica ficaram para sempre na memória das massas exploradas e povos oprimidos do mundo.

Dendê o Comitê de Construção do Partido Comunista maoísta da Galiza prometemos continuar o seu exemplo maoísta, manter bem alta a bandeira do maoísmo, lutar por uma única Conferencia Internacional Maoísta Unificada e construir o Partido Comunista maoísta da Galiza como ferramenta fundamental para construir o Exército e a Fronte e por médio da Guerra Popular criar a Republica Socialista Galega como base de apoio da Revolução Proletária Mundial.

Honra e Gloria eterna ao camarada Martin Naya!!!

Camarada Martin Naya Presente na Luta!

Viva o Marxismo-Leninismo-Maoísmo!!!

Viva a Revolução Proletária Mundial!!!


Comitê de Construção do Partido Comunista maoísta da Galiza

viernes, 6 de agosto de 2021

INDIA: Espionagem na internet e a prisão de ativistas e democratas na Índia (AND)

 

Os 16 presos em conexão com o caso Elgaar Parishad. Um deles, o padre Stan Swamy, faleceu sob custódia. Foto: The Wire.

O recente escândalo do spyware Pegasus [1] revelou que um dos países que mais o utilizou para investigar e monitorar jornalistas, advogados do povo, ativistas, democratas e opositores do regime foi a Índia. Isso demonstra como o velho Estado burguês-latifundiário indiano lança mão da espionagem para prender qualquer crítico do sistema de exploração e opressão.

Tamanha interferência na privacidade alheia, utilizando softwares caríssimos de monopólios israelenses (como é o Pegasus) se dá diante da necessidade do velho Estado em aplastar a ferro e fogo a Guerra Popular Prolongada, desenvolvida pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), além de impor a repressão contra outros levantes espontâneos das massas, empurradas à luta pela miséria e o corte cada vez maior de direitos básicos.

Particularmente, a utilização do Pegasus está diretamente ligado com a prisão de democratas e ativistas no caso “Bhima Koregaon”. 

O caso Bhima Koregaon leva o nome do vilarejo onde ocorreu um evento em homenagem aos 200 anos da Batalha de Karegaon, um destacamentos de Dalits venceu o exército de um clã de Brâmanes. O evento exaltou a luta anti-casta no lugar onde ocorreu a batalha de grande importância para as massas. 

O evento foi organizado por uma coalizão de cerca de 250 organizações populares e contou com mais de 35.000 participantes e contou com os mais variados ativistas dos direitos dos povos, como advogados, poetas, intelectuais, estudantes, entre outros, no dia 31 de dezembro de 2018. No dia seguinte ao evento, elementos da extrema-direita insuflados por lideranças fascistas com conexões diretas ao primeiro-ministro Narendra Modi criaram caos no local e se chocaram com as massas populares. Ativistas e democratas que sequer tomaram parte nos enfrentamentos foram presos.

Entretanto, os celulares de muitos desses ativistas já se encontravam infectados com o Pegasus antes mesmo desse acontecimento, sendo o evento na Paróquia de Elgaar o pretexto para realizar as prisões na tentativa de os arrancar da luta popular. O caso ficou conhecido como Bhima Koregaon (vilarejo do evento), ou como Elgaar Parishad (Paróquia de Elgaar, onde aconteceu o evento)

Foram encontrados os números dos seguintes ativistas e acusados no caso de Bhima Koregaon nos documentos vazados do monopólio israelense Grupo NSO, responsável pelo Pegasus: Hany Babu MT, professor da Universidade de Delhi; Rona Wilson, ativista pelos direitos dos prisioneiros políticos e de guerra; Vernon Gonsalves, ativista, acadêmico e dirigente sindical; Anand Teltumbde, acadêmico e ativistas das liberdades democráticas; Shoma Sen, professora assistente e chefe do departamento de literatura inglesa da Universidade de Nagpur e ativista pelos direitos das mulheres; Gautam Navlakha, Jornalista e ativista democrático; Arun Ferreira, advogado do povo; Sudha Bhardwaj, ativista e advogada do povo; Lalsu Nagoti, advogado democrático.

Além disso, também eram monitoradas pessoas próximas aos acusados do caso de Elgaar Parishad: Pavana, filha do poeta telugu Varavara Rao, acusado no caso; Minal Gadling, esposa do advogado Surendra Gadling; Nihalsing Rathod, advogado e associado de Surendra Gadling; Jagadish Meshram, outro advogado associado a Surendra Gadling; Shalini Gera, advogado que representou Sudha Bharadwaj; Ankit Grewal, um associado advogado próximo de Sudha Bharadwaj; Jaison Cooper, ativista e democrata de Kerala, que é amigo de Anand Teltumbde. 

Um texto publicado no blog internacionalista dazibaorojo (LINK) repercutiu a denuncia afirmando que malwares também haviam sido implantados nos computadores de Rona Wilson, Sudha Bharadwaj e Surendra Gadling e documentos falsos inseridos no computador de Stan Sawamy, padre democrata e ativista indiano que morreu sob custódia aos 84 anos de idade, após ter sua fiança negada diversas vezes por suspeita do tribunal de que não estivesse, de verdade, com a sua saúde comprometida.

Azadi, em nota sobre o vazamento dos documentos referentes ao Pegasus, denuncia: “É bem sabido que Modi é um hooligan [vândalo] da espionagem e do controle” e relata que em dezembro de 2018, dez agências nacionais foram autorizadas a espionar qualquer cidadão para garantir que as “leis estão sendo cumpridas” e a “integridade do país não está em perigo”. O Serviço de Inteligência (SI), o Serviço Central de Investigação (SCI) e a Agência Nacional Investigativa (ANI) estão entre essas dez. 

Além disso, ele acrescenta que “o governo tem tentado impor uma carteira de identidade digital e sem a qual não seria possível abrir conta em banco, ter acesso a serviços públicos, etc ... por fim, o Supremo Tribunal Federal determinou que não era obrigatório, mas sim assim, os bancos e outros serviços públicos continuam a solicitá-lo. Com a pandemia, o governo criou um aplicativo que não serve para nada, exceto para manter os cidadãos sob vigilância com ou sem vírus, um aplicativo que o governo ‘ordenou’ para baixar. Esse aplicativo era simplesmente um aplicativo de monitoramento e controle”.


NOTAS:

[1] Pegasus é uma ferramenta de spyware (software de espionagem) com recursos de acesso remoto, criada pelo monopólio israelense Grupo NSO. É capaz de extrair informações do telefone, monitorar conversas que ocorrem em aplicativos como WhatsApp e Facebook, monitorar e-mails e atividades do navegador, gravar chamadas e espionar vítimas por meio de seu microfone e câmera, além do GPS. 

No mundo da segurança cibernética, o Pegasus é considerado uma vulnerabilidade “zero-click” e “zero-day”, o que significa que não requer interação do usuário para ativá-lo. Ele é espalhado por SMS e iMessage por meio de um link, tornando-o excepcionalmente fácil de se espalhar.

lunes, 5 de julio de 2021

ÍNDIA: Padre Stan Swamy não morreu, foi assassinado pelo Estado



O homem do povo ... o ativista tribal ... o ativista ... Padre Stan Swamy não existe mais. Ele morreu hoje às 13h30 no Hospital da Sagrada Família. Stan Swamy, de 84 anos, que estava na Prisão de Taloja no caso Bhima Koregaon, sofria de uma doença grave. Ele tinha doença de Parkinson. A coroa também veio no meio. Stan Swamy não estava em condições de segurar um copo e até mesmo beber água fresca. O tribunal da NIA recusou-se a conceder fiança a Swamy, apesar de estar muito doente. Stan Swamy, que está ligado a um fã há dois dias, fechou os olhos hoje.

Pai cristão Stan Swami de Jharkhand. Ele viveu para os Adivasis toda a sua vida. Alguém que lutou constantemente pelos problemas dos Adivasis e por seus direitos. Os governantes o rotularam de maoísta, que considerava maoísta qualquer pessoa que fosse honesta com o povo. O caso Bhima Koregaon (Elgar Parishad) contra Stan Swamy também foi movido contra muitos intelectuais sem qualquer evidência.

Embora sua saúde na prisão tivesse piorado completamente, os funcionários da prisão o ignoraram. O NIA lançou uma campanha contra todos os envolvidos no caso Bhima Koregaon. Recentemente, quando o juiz falou com Stan Swamy em uma videoconferência, Swamy disse ao juiz: "Vou morrer na prisão". Hoje isso se tornou realidade.

http://avaninews.com/article.php?page=3151